"Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria."
ALL THE STORIES ARE TRUE. Creio que Os Instrumentos Mortais (The Mortal Instruments) já seja uma figurinha
repetida entre milhares de resenhas em blogs literários. Mas, ao combinar uma
releitura conjunta com as amigas, eu não pude deixar passar batida a vontade de
finalmente resenhar uma das minhas séries de livros preferida. Livros que
mudaram a minha vida e me apresentaram um novo mundo cheio de oportunidades e
amizades.
Não é fácil pra mim analisar friamente uma obra na qual meus
mais profundos e lindos sentimentos estão enterrados. Então me desculpem se
essa for uma resenha um pouco parcial.
Nossa história começa em um dia normal de uma adolescente do ano de 2007, ou será que ela é tão normal quanto acredita?
Clary Fray está prestes a completar 16 anos e sua vida segue
sem grandes desafios ou aventuras, até uma noite em que ela e seu melhor amigo
Simon acabam em uma boate em Manhattan. Por que, né, quem nunca quis se rebelar
com a mãe flertando com o proibido? E vamos botar flertando nessa história,
viu?
Clary presencia três jovens assassinarem um garoto a sangue
frio, ou assim seus olhos veem a situação. E é aí que mora o problema. Por que
só os olhos dela enxergam os três belos assassinos à sua frente? Simon nem ao
menos vê a linda garota com longos cabelos negros e olhos fatais à sua frente!
Quando Jace, Alec e Izzy tentam explicar para Clary que aquilo que eles mataram
não era um garoto comum, mas sim um demônio, e que eles nada mais são do que
uma raça de guerreiros, denominados Caçadores de Sombras, ela não poderia
imaginar o quão mundana sua vida deixaria de ser.
"Significa: Caçadores de Sombras: mais bonitos de preto do que as viúvasde nossos inimigos desde 1234." -Jace
A partir daí seguimos Clary, e Simon, em busca da verdade
sobre quem, e o que, são exatamente os caçadores sombras (shadowhunters), para que servem todas aquelas marcas pretas - que eles chamam de runas - pelo corpo deles, o quanto Clary, e sua mãe, estão envolvidas na situação - e nos problemas e desafios que nos são apresentados pelo livro - e como eles poderiam ter sua vida pacata e normal de volta, sem mais mundo das sombras, nephilims, demônios e seres do submundo em suas vidas. E, claro, sabemos
que isso está muito longe, ou talvez impossível de acontecer.
Eu estou inteiramente envolvida, de corpo e alma, no universo
Shadowhunter. E reler esse livro, mesmo com medo de perder a magia da primeira
vez, foi a melhor coisa que eu fiz. Se tem uma coisa que eu posso atestar é que
eu amo TMI, amo a escrita da Cassandra Clare, amo esse mundo criado por ela e
suas alterações e usos de mitologias já tão conhecidas, como vampiros, fadas e
feiticeiros, de uma forma tão única e envolvente.
"As piores coisas que os homens já fizeram foram em nome do amor."
O livro é cheio de diálogos inteligentes e interessantes,
repleto de cenas engraçadíssimas, frases de impacto e muita ironia vinda
daquele maravilhoso do Jace! Foi tão bom me apaixonar de novo por meu loiro
natural favorito, relembrar o quanto o Simon é tão legal, detestar novamente
algumas pessoas e depois relembrar o quão fodas elas são! Os personagens dessa
série são tão fantásticos, e são todos, mesmo os coadjuvantes, tão necessários
e complexos, que você vai se apaixonar pelo vilão, torcer pro errado ser certo
- e o certo dar errado - e querer matar os bonzinhos em alguns momentos.
"- Infelizmente, Dama dos Refugiados, meu único verdadeiro amor permanece sendo eu mesmo.
- Pelo menos, você não precisa se preocupar com rejeição, Jace Wayland.
- Não necessariamente. Eu mesmo às vezes me dispenso, só para manter as coisas interessantes." -Jace e Dorothea
Está sendo duro sofrer todo o drama de novo! Mas
extremamente interessante, e benéfico, relembrar tantos detalhes e finalmente
marcar meus livros com meus amados post-its. Mas, se eu soubesse que choraria
até mais do que na primeira vez, talvez tivesse comprado mais lencinhos.
(Desculpas às amigas que tiveram que escutar meus áudios molhados no wpp)
É lógico que, comparando com a escrita da Cassie de hoje,
podemos ver o quanto ela cresceu como autora. Como seus livros hoje estão mais
densos, com plots mais complexos e até mesmo uma escuridão e peso mais
presentes. Mas isso em nada diminui a qualidade daquele primeiro livro, que tem
que ser avaliado como tal e para o público a que é dedicado. E ela não falha em
nada!
"Todos os adolescentes se sentem assim, arrasados ou estranhos, algo como um rei nascido em uma família de camponeses por engano. Talvez não melhores, mas diferentes. E não é fácil ser diferente." -Magnus
Se você quer uma história bem amarrada, com personagens
extremamente diferentes tanto em aparência quanto em personalidade e cultura,
uma fantasia bem construída e fundamentada, cenas para morrer de rir, ou morrer
de chorar, e um plot twist que vai fazer você querer arrancar os cabelos e ler
o segundo livro asap, então esse é o livro certo pra você!
Ah, não se engane pela pegada de série leve e jovem que Os
Intrumentos Mortais aparenta ser, e por ter tantos personagens que parecem
insignificantes, cada detalhe importa se você for continuar nesse mundo. O que
eu tenho certeza que você vai querer fazer. ;)
Como estou fazendo toda a releitura das Crônicas
Shadowhunters, vocês podem esperar as resenhas dos próximos livros de
todas as séries aqui no blog. E também acompanhar meus diários de leitura pelo
ig (@geek.meow).









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