"Primeiro mandamento: matarás. A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco."
A morte não é mais uma preocupação. Os computadores, nessa atmosfera distópica, tornaram-se sensíveis, e optaram por ajudar a monitorar e regular a sociedade. A Nimbo-Cúmulo, uma versão futurista da Internet, otimizou os recursos da Terra e resolveu o único mistério que atormentava a humanidade desde o princípio - a morte.
"A natureza humana é ao mesmo tempo previsível e misteriosa; propensa a avanços grandiosos, mas ainda sim mergulhada em egoísmos abjetos."
Os Ceifadores, no entanto, permanecem como uma entidade independente. Com um conhecimento que nem mesmo a onisciência da Nimbo-Cúmulo conseguiu gerenciar, eles têm como único objetivo manter o controle da população. Existem, contudo, algumas regras que devem seguir.
"Quando não se precisa de nada, o que mais a vida pode ser além de agradável?"
O leitor embarca nessa viagem, ao lado de Citra e Rowan, a partir do primeiro contato dos mesmos com o Ceifador Faraday, enquanto este cumpre sua tarefa de coleta. Num encontro que mudará suas vidas para sempre, os jovens são convidados a se tornarem aprendizes deste ofício.




















