Contém spoilers dos livros anteriores
"As disputas pela Tétrade, quatro cristais mágicos capazes de conferir poderes inimagináveis a quem os encontrar, continuam. Amara roubou o cristal da água, Jonas conseguiu o da terra, Felix enganou os rebeldes para ficar com o cristal do ar, e Lucia está com o do fogo. Mas nem todos sabem como ativar a magia da Tétrade, e apenas a princesa feiticeira conquistou poder até agora, aliando-se ao deus do fogo que libertou de seu cristal. Gaius, o Rei Sanguinário, também não desistiu de encontrar os cristais. Ele está mais sedento por poder do que nunca, especialmente agora que não conta mais com a ajuda da imortal Melenia nem com o apoio de Magnus, o herdeiro que o traiu para poupar a vida da princesa Cleo. Para conquistar todo o mundo conhecido, Gaius resolve atravessar o mar gelado até Kraeshia, e tentar um acordo com o imperador perverso de lá. No caminho, o rei vai encontrar muitas dificuldades e inimigos, como Amara, princesa de Kraeshia, que tem seus próprios planos para conquistar o poder."
Depois dos acontecimentos de Ascensão das
Trevas, seguimos com nossos personagens por mais problemas e aventuras em Mítica.
Com Ashur agora morto, e o cristal da água em mãos,
Amara segue em direção à Kraeshia, disposta a tudo para concluir seus objetivos.
Mas ela não esperava que o Rei Gaius também estivesse em direção ao seu reino,
juntamente com Felix, o que poderia complicar um pouco as coisas.
Esse lado da história de Amara é bem
interessante e mostra a força que as mulheres têm mesmo quando subjugadas.
Kraeshia é um império totalmente machista, a família de Amara a despreza, com
exceção de sua vó e do falecido Ashur. Então, algumas ações da princesa de
Kraeshia são compreensíveis, mas não justificáveis. Ela sabe bem usar qualquer
situação a seu favor. É extremamente ardilosa, e até mesmo quando se vê na
obrigação de se casar com o rei, ela consegue contornar tudo pra seu benefício.
Jonas foi ferido por Felix, no final do último
livro, e a sua saúde não segue bem. Lysandra que têm crescentes sentimentos
pelo rebelde, tenta ajuda-lo de toda forma possível, enquanto ainda buscam uma
forma de salvar Cleo de sua “prisão”. Durante tudo isso é que eles conhecem
Olívia, que concorda em se juntar ao grupo rebelde.
Jonas e Lysandra têm uma relação muito real e
pé no chão, por assim dizer. Eles sabem quais são seus objetivos, mas não
deixam de ter situações fofas e interações bem legais, apesar de eu achar os
dois meio imaturos em alguns momentos, e Jonas extremamente impulsivo como
sempre. Olivia é uma adição curiosa ao grupo, e temos muito para descobrir
sobre ela ainda.
"-Está falando comigo, princesa?-Não, estou falando com os pássaros nas árvores." -Rei Gaius e Cleo
Lucia, após a morte de Ioannes e Melenia, se
junta a Kyan, o deus do Fogo que ela libertou de dentro de um dos cristais. Os
dois tentam encontrar uma forma de entrar no Santuário e matar Timotheus, que
tenta a todo custo convencer a feiticeira do contrário. E é durante os
encontros com Timotheus em seus sonhos que Lucia descobre algo que vai mudar
sua vida para sempre e até mesmo interferir em seus poderes.
Como sempre, querida Lucia sendo uma menina
mimada que não sabe diferenciar o certo do errado. A cada novo livro ela parece
que regride ao invés de evoluir. Apesar de ficar cada vez mais poderosa, ela
parece ainda mais infantil na forma de resolver as coisas, agindo somente pela
emoção mesmo com o anel controlando suas oscilações de humor. Espero que depois
dos acontecimentos desse livro ela melhore no próximo. E, se tratando de Kyan,
ele tem muito mais a mostrar do que o que fala.
"Felix, minha bela fera... Saindo tão cedo?" -Amara
Magnus, de volta a Limeros com Cleo, que agora
possui secretamente o cristal da terra que lhe foi cedido por Jonas, descobre
que Lorde Kurtis, seu rival desde a infância, está no comando do reino e tem
que agir de forma dura para retomar o poder. Cleo, por outro lado, aproveita da
situação para fazer aulas de arco e flecha com o rival de seu marido (risos eternos), além de
tentar a todo custo se fazer ouvida pelos administradores do reino.
Cleo e Magnus vivem em pé de guerra, mas ao
mesmo tempo outros sentimentos vêm surgindo entre os dois, afinal existe uma
linha tênue entre amor e ódio. As interações deles são sempre as melhores pra
mim, inclusive eles têm a melhor cena de todos os quatro livros até agora.
Depois do maravilhoso beijo no livro anterior, os dois tentam de toda forma
justificar suas ações como impensadas e sem importância. Mas Nossa Senhora do
Ship é forte gente! Podem esperar babados!
"Magnus preferia quando ela usava o cabelo preso. Assim não o distraía tanto." -Magnus
Já falei que Morgan não tem dó de matar
personagens? Pois esperem sofrimento nesse livro! Ela é uma carrasca sem
coração, e eu não me canso de avisar isso em todas as minhas resenhas dessa
série. Em compensação a trama fica cada vez mais interessante e bem desenhada,
com grandes reviravoltas, novos cenários e até mesmo personagens que nunca
imaginamos ver aparecendo para assombrar a história. O cliffhanger do final
desse livro é de querer chorar! E dentre os quatro primeiros, ele é o meu
favorito! A crescente da história e dos personagens é real oficial, e a escrita
de Morgan, que era bem mais simples inicialmente, agora é um pouco mais
elaborada, mas ainda sem grandes floreios.







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